sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Surge uma Trupe

A Trupe Reticências foi criada em 2005, pelo diretor Roman Lopes e por um grupo de jovens atores que queriam, juntos, encontrar uma nova forma de fazer Teatro. A Trupe teve sua origem ligada ao Colégio Guilherme de Almeida, local que acolheu a proposta de trabalho e onde estudavam alguns dos jovens atores. Desde o início a proposta da Trupe era buscar novas formas de relacionar o trabalho do ator com a realidade do personagem, pesquisa que vinha sendo desenvolvida pelo diretor há alguns anos.


O primeiro trabalho da Trupe foi uma montagem da peça LISBELA E O PRISIONEIRO, de Osman Lins, sob uma perspectiva de fusão de linguagens, nesse caso, o Teatro e o Circo. O resultado foi um espetáculo belo e poético. A Trupe já mostrava uma marca forte. Esse espetáculo foi apresentado em 2006.




                       











Após essa bem sucedida experiência, a Trupe resolve mergulhar mais profundamente no universo da comédia, montando o espetáculo DETETIVES SUSPEITOS, de Wilson Fumoy. Mais uma experiência rica e bem sucedida, apresentada em 2007.

















Em 2008 a Trupe começa a trilhar um caminho diferente, mergulhando no universo do drama e buscando uma dramaturgia própria. O resultado dessa mudança foi o espetáculo O ÚLTIMO SUSPIRO, com texto de Roman Lopes. Mais uma vez houve a fusão das linguagens do Teatro e do Circo, agora para construir um espetáculo dramático, forte e poético.

















Em 2009 a Trupe passa por uma experiência muito rica. Durante a temporada da exposição do pintor Jorge Guinle, no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM, no parque do Ibirapuera, a Trupe apresenta um projeto ao curador do museu, que o aceita. Com isso, a Trupe é o primeiro coletivo teatral a apresentar um espetáculo dentro do espaço expositivo do museu, junto às obras expostas. Trata-se do espetáculo BELO CAOS, com texto de Lucas Limberti e Roman Lopes, que reflete sobre a condição do artista no mundo contemporâneo.
















Em 2010 a Trupe monta o espetáculo O JUÍZO UNIVERSAL, com texto de Roman Lopes. Trata-se de um mergulho mais profundo no universo do drama. Um espetáculo de imagens fortes e emoções intensas. Mais uma experiência significativa.















No ano de 2011 a Trupe participa de outro evento importante. Foi o único coletivo teatral a se apresentar na 1ª Olimpíada Paulista de Filosofia, na Universidade Federal do ABC, com o espetáculo HUMANO, DEMASIADO HUMANO, uma experiência de criação coletiva. Um mergulho ainda mais profundo no drama. A verdadeira tragédia do mundo contemporâneo.















No final de 2011 a Trupe passa por uma grande transformação. Desliga-se do Colégio Guilherme de Almeida, em busca de caminhos mais independentes. Busca aprofundar a pesquisa da relação ator-personagem, chegando à proposta da Trilogia do Encontro, 3 espetáculos que tratam desse tema. O primeiro é O HOMEM COM A FLOR NA BOCA, de Luigi Pirandello, que estreou em junho de 2012 e fez várias apresentações em Guarulhos. 















O segundo será PONTO DE FUGA, de Roman Lopes e o terceiro será ENTRE QUATRO PAREDES, de Jean Paul Sartre. O projeto da trilogia marca a volta do diretor Roman Lopes ao papel de ator, função da qual estava afastado desde o início da Trupe.

Além desse projeto, a Trupe desenvolveu, paralelamente, o projeto CONCERTO DE VOZES DISSONANTES. Trata-se de um curta-metragem, com roteiro de Roman Lopes e fotografia de André Okuma, baseado em texto teatral do próprio Roman. Ele mostra um mundo em ruínas, pelas sucessivas guerras ocorridas e a busca das pessoas por algo perdido nesse mundo. O curta-metragem foi apresentado em outubro, na 2ª Olimpíada Paulista de Filosofia, no campus de São Bernardo da UFABC.