terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A mesma gota de poesia... Repetida...


NEO-PLATÔNICO II

A figura linda do meu caminho encontrou o seu par.
O mesmo semblante sereno, a mesma doçura no olhar.
A mesma pele de prata, brilho da luz do luar.
A beleza misteriosa das profundas águas do mar.
O vôo dos pássaros ganha novas cores,
A delicadeza da seda veste a segunda fantasia.
A beleza enigmática da noite fica completa
Com o esplendor explosivo do dia.
A brancura fantástica da neve cresce tanto
Que o meu coração é invadido por uma avalanche de magia.
Meu jardim ganha novas flores
E os perfumes que eu saboreava com tanta alegria,
Ganham novas nuances tão preciosas,
Que minha vida transborda em pura harmonia.
Mais um mergulho, mais uma entrega,
Arrisco-me a morrer novamente
E encontrar, mais uma vez, a redentora paixão.
Talvez a permissão ainda não exista,
Talvez a proibição persista,
A correspondência tão sonhada pode ainda ser ilusão.
Mas a vasta visão da Verdade,
Que transformava a minha existência
Em um carrossel de felicidade,
Ganhou uma dimensão tão pura, tão plena,
Que o meu coração, antes repleto de amor,
Esvaziou-se de qualquer possibilidade de dor
E explodiu em uma infinidade de diamantes,
Fazendo com que a maravilha que eu vivo agora,
Apague qualquer vestígio do que eu considerava vida antes.
Amo de novo, amo mais, amo sem medo,
Vivo a plenitude simples do amor
E a princesa que estava no meu caminho
É agora o plural de uma mágica realidade.

Roman Lopes

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