segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mais um pequeno devaneio...


O tempo

Parado e preso, me vejo a assistir ao tempo. Imerso estou em meio a pensamentos, sozinho, me sinto vazio.

Controle fingido que não me deixa viver. Desordenado sigo, sem sentido. Uma vítima invisível, um vulto que busca inutilmente existir.

Destino cruel, que devo aceitar. Os ponteiros caminham sem reclamar, tento controlar o tempo, mas ele não parece mudar. 

A agonia me domina, não sei o que esperar. O mundo que me cria, quer me abandonar.

As lágrimas correm meu rosto, quentes e suaves, se entregam sem medo.

Tento deixar o medo, mas estou preso. Os ponteiros me prendem, sou escravo do tempo, escravo das horas.

Fecho os olhos. Desisto de lutar. Mundo ingrato que me fez chorar.

Não sou mais quem eu fui. Há pouco não sabia quem era, mas aquele se perdeu de mim.

O tempo não existe mais.


Jéssica Leandro

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