segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Versos saudosos...

O CANTO DA SEREIA

Caminho pela praia de água cristalina,
Transparente como se fosse feita
Com milhares de grãos de diamante.
A luz branca e mágica do sol
Faz brotar minúsculos arco-íris do chão.
Caminho nas nuvens, em busca do pote de ouro.
Mergulho nas cores que me envolvem por inteiro.
A dureza do diamante acaricia a minha pele
Como delicada seda do Oriente,
Numa massagem fantástica
Que me faz sonhar até a exaustão.
Olho para o mar, espelho de cristal.
A luz do sol o transforma
Em um belo tapete de neve.
Impulsionado por uma canção
Que brota do meu interior,
Caminho pelo tapete que me envolve com seu calor.
Aos poucos percebo uma imagem.
A canção que sai de mim está nela,
A brancura da neve do tapete
Cobre todo o seu corpo.
Dos olhos brotam duas cachoeiras
De uma forte luz multicor.
Deixo-me envolver pelo abraço de seus cabelos,
Sinto o cheiro das damas da noite.
Meus lábios tocam a maciez da neve
Em uma suave valsa de beijos.
Ela me pega em seu colo
E me conduz para o fundo do oceano da canção.
Vejo cavalos marinhos, peixes, estrelas,
Sinto o sabor doce de algas macias.
Ela me abraça, fico sem fôlego.
A brancura toma conta do meu corpo.
Ela me traga.
Sinto a maciez da seda do Oriente,
Vejo o arco-íris jorrando de seus olhos,
Encontro e respiro o pote de ouro,
Transformo-me em um diamante de felicidade
Que explode em luzes coloridas
Fazendo de uma simples existência
Muitas e muitas vidas.

Roman Lopes

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ensaios de uma busca - parte 10

Outro brainstorm do quadro 02... Muitos devaneios...

O cidadão comum perdido, como todos. O ócio delineia suas perguntas e a ausência de função o faz desintegrado do ambiente. Mas qual a função das funções? Manter todos ocupados? Por que suas perguntas não são sua função? Estariam elas num contra ritmo do que está sendo feito? Ele não pertence aquele lugar... Ou o lugar que não pertence mais a nenhum cidadão. O mundo vazio e inóspito. Costelas e coluna humana feitas de madeira , esqueléticas... Marrom escuro com camada esbranquiçada. A poeira da vida aos cupins que devoram o tempo. Abelhas grudam-se a ele... E movem-se. O sigilo dos ossos famintos. A sujeira... Do asfalto ou das pessoas? O tempo contado. A violência da segurança. Seguro pra quem? Seguram-se as pessoas... E então?

Bianca Nuche

domingo, 6 de outubro de 2013

Ensaios de uma busca - parte 09

Mais um brainstorm sobre o quadro 02 do espetáculo MINHA CIDADE NATAL

Vazio tempo medo efêmero sufocante enlouquecedor delirante rude perverso rotina lógica irracional prisão correntes pilares formas delírios imposição lei natural valoração trabalho busca criação nascimento morte condenação perdas escolhas condições ilusão convencimento especulação devaneios tolos manipulação controle social falso mundo construção de realidade inquietude intolerância pequeno poder

Franklin Jones

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ensaios de uma busca - parte 08

Mais uma imagem relacionada ao quadro 02 da peça MINHA CIDADE NATAL...

                                          Brainstorm de Imagens - Franklin Jones

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ensaios de uma busca - parte 07

Um brainstorm sobre o quadro 2 do espetáculo MINHA CIDADE NATAL

Ande por todos os caminhos, ande sem rumo, simplesmente ande.
Você está onde nunca esteve e nunca estará, mesmo estando.
O fazer decorre da natureza morta que não há em você, você não sente, você não pensa, você não pode ficar aqui.
Sua recompensa está à frente, ande, ande e ande até que possa continuar andando.
É preciso haver um equilíbrio, sua vontade está posta, não sinta, não pense, pense vazio, não tenha... Todos nós temos obrigações... Não tenha para que continue não tendo.
Nada mais é do que a imagem bizarra que me diverte, me angustia... Você é a razão da minha vida...

Jéssica Leandro