quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ensaios de uma busca - parte 11

Depois de um tempo sem publicar nada sobre o processo de montagem do espetáculo MINHA CIDADE NATAL, devido a alguns problemas de percurso, estamos voltando com as nossas reflexões, com os nossos conflitos...
Mais um brainstorm sobre um ensaio... Ou será que não?

TEXTOS REPARTIDOS

Crise!
Sombra!
Exclusão!
“Sentimento(s) vivenciado por algumas pessoas”.
“A relação cidadão, metrópole e gestão é algo conturbatório”.
Vivemos numa metrópole recheada de contradições, fazer e discutir possibilidades artísticas é um prato cheio, mas as contradições não estão somente no campo das ideias, invadem outros hemisférios do inconsciente e, infelizmente vem complementada com ações de cooptação do pensamento. Éééé isso mesmo!! Aqui sequestram o seu pensamento e o pagamento é sua passividade, sua entrega ou silêncio ao completo caos. O que resta para os que conseguem escapar deste sequestro? Sombra, Exclusão, Crise...

A minha cidade natal sofre com as consequências deste mundo cão, da personificação dos pequenos poderes, uma hora mendigando espaço, outra tentando convencer que as coisas podem ser diferentes e podem; Há solução para a cegueira branca? Pelo que percebemos hoje, não há. (pausa profunda).

O que é esta sombra que persiste em nos encobrir? Uma névoa que nos acompanha sempre e o pior são pessoas que se apegam aos pequenos raios de sol, mas que nada fazem, não aquece, não alimenta e tão pouco traz alguma luz capaz de iluminar novos caminhos ou possibilidades. Estão nos dividindo e batemos palmas para isso. Que ótimo, que seja assim... Nãoooo! Não dá, não quero ficar olhando para o céu na expectativa de um facho de luz que só me gera angústia. 

Franklin Jones

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