sábado, 16 de fevereiro de 2013

Mais uma gota de poesia...


NEO-PLATÔNICO I 

Vivia no vazio, via o vácuo à minha volta.
Dentro de mim o abismo profundo.
Tristeza?... Não... Nada...
O Nada absoluto.
A vida reduzida a uma insignificante existência,
Limitada pelo cotidiano raso e incolor.
Os dias passavam todos iguais
E as horas numa desanimadora semelhança.
O meu coração sempre no mesmo ritmo,
Uniforme, sem graça...
Então veio ela, a princesa.
A criança com sua energia renovadora,
A moça com sua pureza maravilhosa,
A mulher com sua sensualidade natural,
A beleza em sua manifestação plena.
O cotidiano incolor transformou-se
Em um arco-íris de flores perfumadas
E a existência rasa em um oceano abissal
Onde meu coração navega no ritmo das tempestades
E do gosto suave da brisa matinal.
Mergulho nesse oceano sem medo,
Para ver o vôo dos pássaros e a brancura da neve.
Entrego-me à paixão arrebatadora
Para morrer à bala e renascer
No colo da fantasia redentora.
Alimento-me de olhares, sorrisos e abraços.
Sacio a minha sede de magia e maravilha.
Fico mais próximo da plenitude.
Amo sem medo.
O amor proibido ou não correspondido,
A dolorosa paixão e a doce ilusão.
Amo simplesmente.
E o vácuo vazio da minha vida
Virou a vasta visão da Verdade,
O turbilhão tempestuoso de todos,
Os amores e paixões humanas
Personificados na figura mais linda
Que cruzou o meu caminho.

Roman Lopes

Puro devaneio...


Conversa entre amigos!? 

D: Nós somos amigos? 
R: Quê? 
D: Perguntei se somos amigos... 
R: Eu não sou nada... 
D: Eu também não sou... 
R: Nada? 
D: Alguma coisa... 
R: Que coisa? 
D: Nenhuma delas... 
R: Então talvez seja nada... 
D: É talvez… 
R: Talvez o quê? 
D: Talvez sejamos nada... 
R: Então não somos amigos? 
D: Hã? 
R: Nós somos amigos? 
D: Defina nós... 
R: Eu, algo, você… 
D: Porque há algo entre nós? 
R: Não sei, você é quem perguntou, quem o fez aparecer.... 
D: Quem? 
R: Você! 
D: Pensei que fosse o algo... 
R: Ele também! 
D: O quê? 
R: Apareceu! 
D: Por quê? 
R: Para que fôssemos… alguma coisa. 
D: Que coisa? 
R: A coisa do algo do meio do nada. 
D: Não entendi, afinal, que coisa é essa? 
R: Isso é você quem vai responder. 
D: Mas não sei a resposta, só a pergunta. 
R: Como? 
D: Eu só entendi a pergunta! 
R: Então responda o que entendeu. 
D: O quê? 
R: O que você entendeu! 
D: Mas eu não entendi nada. 
R: Então nada! 
D: Nada não, tenho uma pergunta. 
R: Qual? 
D: Nós somos amigos? 
...

Bianca Nuche